sábado, 31 de agosto de 2013

O Futuro das Mesas Gráficas

Agora que a Wacom já tem um driver para que a caneta para tablets atue com pressão, acredito que o futuro das mesas digitalizadoras comuns será esse, mostrado no video. Some-se a isso, os modelos de tablets com 20 polegadas e hardwares cada vez mais robustos, em breve, as estações de trabalho da maioria dos artistas deverá ser mesmo algo muito próximo do que vemos aqui:

 

E você? O que pensa sobre as mesas gráficas, ou mesas digitalizadoras comuns? Terão vida longa?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

BIOCYBERDRAMA SAGA

- BIOCYBERDRAMA SAGA –
Álbum de quadrinhos de Edgar Franco (roteiro) e Mozart Couto (desenhos) é lançado pela Editora da UFG – Agosto de 2013.

O premiado artista, quadrinhista e pós-doutor em artes, Edgar Franco, uniu-se ao lendário e premiado quadrinhista Mozart Couto para a criação dessa saga de ficção científica em quadrinhos. O trabalho, apresentado na forma de um álbum luxuoso com 256 páginas e sobrecapa especial, inclui a saga completa em quadrinhos, além de uma descrição detalhada do universo ficcional da “Aurora Pós-humana”, criado por Edgar Franco e ainda um making of do trabalho nos anexos, com artes do processo criativo da obra. 


Imagine um futuro em que a transferência da consciência humana para chips de computador seja algo possível e cotidiano, quando milhares de pessoas abandonaram seus corpos orgânicos por novas interfaces robóticas. Imagine também que neste futuro hipotético a bioengenharia tenha avançado tanto que permita a hibridização genética entre humanos, animais e vegetais, gerando infinitas possibilidades de mixagem antropomórfica, seres que em suas características físicas remetem-nos imediatamente às quimeras mitológicas. Nesse contexto ficcional as duas "espécies pós-humanas” tornaram-se culturas antagônicas e hegemônicas disputando o poder em cidades-estado ao redor do globo, enquanto uma pequena parcela da população - uma casta oprimida e em vias de extinção -, insiste em preservar as características humanas, resistindo às mudanças.


A HQ presente no álbum é dividida em III partes. A primeira delas, nomeada BioCyberDrama, foi publicada em álbum pela editora paulistana Opera Graphica, com ótima recepção do público e crítica especializada. Tendo sido indicada aos prêmios HQMIX de melhor roteirista (Edgar Franco) e melhor edição especial nacional de 2003. A obra recebeu o prêmio Ângelo Agostini de melhor desenhista de 2003, concedido a Mozart Couto. As partes II e III da saga BioCyberDrama permanecem inéditas e agora a obra é publicada na íntegra, ou seja as III partes completas, pela Editora da UFG.


A parte I do álbum narra o dilema de Antônio Euclides, um jovem "resistente" que aos poucos vai sendo seduzido pelas promessas de vida eterna ou plena oferecidas pelas culturas predominantes desse universo futurista, os tecnogenéticos – seres híbridos de humano com animal e vegetal, e extropianos – ciborgues com a consciência de um humano transplantada em um chip. Antônio se depara com a grande questão de sua vida, qual decisão deve tomar: tornar-se extropiano, tecnogenético ou continuar resistente. A parte II de BioCyberDrama dá continuidade à saga de Antônio Euclides e seus dilemas pós-humanos, apresenta uma tensão ainda maior entre as espécies pós-humanas. A parte III, conclusão da saga, possui inspiração na história de Canudos e de Antônio Conselheiro, reinventadas para um contexto pós-humano. Sobre o roteiro e arte do álbum, o pesquisador Dr. Elydio dos Santos Neto, autor da apresentação da obra, destaca: “Edgar Franco entra nesse clima de questionamentos contemporâneos e cria sua Aurora Pós-Humana, porém sem negar o humano, isto é, (...) ele traz para o futuro pós-humano os principais dramas da nossa atual condição humana. Há que se destacar também a grande sensibilidade de Mozart Couto, que, a meu ver, compreendeu de maneira brilhante o universo criado por Edgar Franco e conseguiu expressá-lo, visualmente, de maneira tão soberba.”


A responsável por esse lançamento ousado no mercado brasileiro de quadrinhos foi a Editora da UFG – Universidade Federal de Goiás. Uma iniciativa inédita para uma editora acadêmica brasileira, acreditando nas HQs como forma de arte e conhecimento e investindo em uma produção à altura da obra. O álbum integra a coleção “Artexpressão”, dedicada a livros de arte.



O LANÇAMENTO EM SÃO PAULO:

O lançamento será realizado na GIBITERIA, loja especializada em quadrinhos de São Paulo. Antes da sessão de autógrafos Edgar Franco iniciará o lançamento com um "Dossiê HQ" organizado pela Gibiteria, no qual falará durante uma hora sobre o processo criativo do álbum com a mediação de dois quadrinhistas notórios: Laudo Ferreira e Gazy Andraus. A Gibiteria fica Localizada na Praça Benedito Calixto em Pinheiros, n. 158, 1º Andar, São Paulo. O lançamento acontecerá das 19:00 às 22:30, no dia 23 de agosto de 2013, sexta-feira.

BioCyberDrama, Made With GImp


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Configurando o GIMP para desenho e ilustração


Parte I - Caixas de Diálogos
No início desse vídeo, vemos como é a interface do GIMP quando ele é lançado pela primeira vez. A partir daí, vamos modificar as paletas flutuantes, formando grupos com "Caixas de diálogos" para que o trabalho flua com mais facilidade. Isso é algo bem pessoal. Nesse caso específico, apresento o modelo que fui construindo aos poucos e que me atende perfeitamente. Para todos aqueles, acostumados com o Photoshop, esse modelo de arranjo do espaço de trabalho, que é uma mistura entre esses dois programas, pode facilitar bem o aprendizado de quem nunca usou o GIMP.
A primeira coisa a fazer é retirar as "Opções de Ferramentas" da parte de baixo da "Caixa de Ferramentas" e passá-la para o conjunto de "Caixas de diálogos" que fica do lado esquerdo. É bom que as Opções fiquem sempre em primeiro lugar, do lado esquerdo do grupo de abas da parte de cima do conjunto de "Caixas de diálogos". Observe como podemos ativar outras dessas "caixas" e travá-las todas, numa sequência bem pensada para o uso.
Essas "Caixas de diálogos" se apresentam então numa sequência de abas as quais vamos acessando na medida em que necessitarmos. Escolhi deixar mais visíveis aquelas que acesso com maior frequência, tais como as Opções de Ferramentas, Pincéis, Camadas, Cores, Navegação*...
É importante que a paleta de "Avisos de problemas" seja ativada e colocada num dos conjuntos de paletas. A "Caixas de diálogos" "Imagens" é útil quando trabalhamos com muitas imagens abertas pois, assim, podemos controlar esse acesso rápido a cada uma das imagens através dela se não estivermos utilizando o modo de interface como "Janela Única". Para esse modo existe outra forma de acessar as imagens abertas.
* Na verdade, a aba "Navegação", não é um tanto opcional. É possível mover a imagem usando a tecla "Space", ou clicando e movendo um pequeno "ícone de movimentação rápida" que fica à direita, em baixo da janela de Imagem. Na Aba "Navegação", temos alguns itens para atuar com zoom e algumas outras utilidades, mas isso pode ser substituído por atalhos criados. Para aumentar a visualização ( Zoom +), utilizo o atalho "Ctrl + =" ( definido por mim); e para o "Zoom menos" utilizo "Ctrl + -". Você pode criar os seus próprios. O GIMP permite a criação de muitos atalhos.
Observe também que a "Caixa de Diálogo" "Dinâmicas de Pintura" deve ser ativada no Menu-Janelas ou através da pequena seta  que fica do canto direito da janela das várias "Caixas de Diálogos" enfileiradas. Quando uma aba é selecionada, ao clicar na seta, esta ativará um menu de opções referentes àquela aba/ferramenta.
Observe também a necessidade de ser criada uma NOVA DINÂMICA (Dê a ela o nome que quiser) para possamos atuar nas funções de variação de Pressão, Ângulo, Opacidade, etc da caneta da mesa digitalizadora.

Parte II
Configurando as Preferências do programa
A intenção aqui também é facilitar desabilitando algumas opções que podem tornar o GIMP um pouco mais pesado, ou MUITO mais pesado, dependendo da máquina que estamos usando.Em seguida, passamos para a configuração das preferências do programa.
Para que ele fique mais fácil de lidar, principalmente para quem utiliza uma mesa digitalizadora, siga tudo o que fiz. Desmarque as caixas que desmarquei e marque as que marquei. Se você for canhoto, não esqueça de configurar o cursor do GIMP para aparecer do lado esquerdo, em "preferências"-"Janelas de Imagem"- "Cursores do mouse".
Desmarque também a opção de "exibir contorno do pincel". Isso agiliza muito suas pinceladas rápidas com pinceis de bordas complexas para aqueles que usam mesa gráfica. Com o uso do mouse, isso não será necessário. Ative sempre sua Mesa Gráfica nas configurações dos dispositivos de entrada, em "modo".
JAMAIS esqueça de habilitar os "Atalhos dinâmicos de teclado", em "Interface". Com essa função habilitada, basta que passe e pare o cursor em qualquer ação dos menus e poderá criar atalhos novos ou substituir os que lá já estiverem instantaneamente, apenas clicando uma ou mais teclas que escolher para que sejam seus novos atalhos. Caso cometa algum erro ao digitar uma combinação de letras para o novo atalho, selecione a mesma função no menu novamente e tecle "backspace". Isso apagará o atalho criado. Mantenha o cursor no mesmo ponto selecionado e tecle novamente o atalho da forma correta.
Use a tecla "TAB" para mostrar e esconder as paletas e a caixa de ferramentas e experimente se o modo "Janela Única" será o melhor para o seu caso. Varie entre todos os modos "normal" ( todas as janelas soltas; o modo "janela de utilidades", onde as janelas ficam relativamente soltas, e o modo "Janela Única", preferido por muitos.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

GIMP- Desenhando, editando e finalizando uma imagem

Depois de algum tempo parado, volto aqui com mais dicas de como usar o GIMP para desenhar, editar e finalizar uma imagem. Essa imagem eu criei especialmente para esse tutorial. Acredito que não há muito o que explicar. Apesar do video estar acelerado, é possível observar quando e quais as ferramentas são ativadas e suas funções. Para uma total compreensão, basta parar o video nos pontos que quiser entender melhor.  Nessa imagem foi utilizado um pincel de bordas bem irregulares para o desenho inicial, depois foram feitas várias mudanças, distorções, no tamanho e ângulo das figuras utilizando-se as ferramentas de "Perspectiva"(Shift+T), "Rotacionar" ( Shift+R) e "Redimensionar" ( Shift+T). Para finalizar, com aspecto de pincel, foi utilizada a ferramenta "Tinta" com um traço mais grosso para dar força ao desenho.
A distribuição Linux é "Gnome Ubuntu" 12.04 e a mesa digitalizadora é uma Genius Mouse Pen 8x6.





Aqui temos a arte definitiva do desenho. A ferramenta Tinta (Ink) é minha preferida para esse tipo de acabamento. Configurei essa ferramenta para que simulasse  efeitos de pincel e bico de  pena. Como esse desenho foi feito meses depois dos outros, a distribuição usada agora é a Mint 15, com ambiente Mate. A mesa digitalizadora é a mesma dos videos anteriores, a Genius Mouse Pen 8x6.




Linhas e curvas bem definidas no MyPaint

Essa é uma amostra bem simples de como podemos utilizar para artefinalizar desenhos a função de  "Linhas e curvas" (Menu- Editar- Modo atual). Funciona assim: ao pressionar "Shift" logo depois de traçar uma linha, podemos colocar o cursor sobre essa linha e puxar para qualquer lado, fazendo com que a linha reta se curve na direção que escolhermos. A função só é acessível, por enquanto, na versão do programa para Linux instalado via "ppa". Essa é uma função existente em alguns poucos programas proprietários adequados para desenhar e finalizar com absoluto controle no traço. No MyPaint,a linha segue exatamente a característica principal do pincel.